sábado, 1 de novembro de 2008

Impressora do Laboratório NATAL ... sugestivo o nome! - parte 2

... chego lá. Como sempre, ninguém no local de atendimento e a porta da "sala de exames" semi-aberta. Chego, olho pela "fresta" da porta e, lá está, camisa pra cima da barriga abaixo dos seios, " ... calor, muito calor!", ao me ver puxa bruscamente a camisa meio que tentando esconder o que já tinho visto!

Sentada à frente do micro aparentemente procurando alguma informação. Pergunto se está tudo certo, tenho a afirmação que sim, está tudo certo. E a impressora?! Funcionando normalmente? ... sim, ta tudo certo, tudo funcionando com você deixou.

Tiro os cabos de energia e de dados da impressora e os cartuchos. Ela pergunta sobre coisas do word como tabulação e cores de letras para usar o cartucho colorido também. Explico o que tem que ser feito e que segunda fazemos alguns testes.

"VOCÊ TÁ COM PRESSA?" ... minto e digo que "to almoçando com mâinha!" ...

"AH, TU É BAIANO É?!" ... não, não! Só to falando por falar mesmo! - todo bobo ... hehehe

"AH, ACHEI QUE FOSSE A HORA QUE FALOU!" ... não, sÔ não!

... ta feito entao?! Segunda que horas eu trago ela proceis?

"DE MANHÃ" ... "BEM CEDINHO!"

combinadíssimo, 06h30 eu to aqui!

"NÃO, NÃO. ESSA HORA EU TO ACORDANDO AINDA!"

... hehehe, eu sei! To brincando contigo só!

... feito então?! Segunda toae ... tchau!

E ela fica na porta a me ver indo pro carro. Faço que não vejo e coloco a impressora no banco de traz do carro e arrumo uma peça do cinto de segurança que havia caído. Percebo que ela adentra-se ao laboratório.

UFA! Posso ir sem dar tchau! ...

Impressora do Laboratório NATAL ... sugestivo o nome! - parte1

... ligo as 11h05(quando acordei!).

... o celular toca até derreter e atende uma pessoa!

"alo, quem é?!" - toda nordestina.

-eu quero falar com a Aííída! - tem que ser desse jeito mesmo que fala ... a "dona" do nome me pediu que fosse assim!

-Ta entendido, então!

... "alo?!"

-Aííída?! É você.(com quase certeza pelo tom de voz, mas é melhor perguntar! Afinal, tem tudo(alguns nordestinos) a voz parecida, uma entonação que é peculiar a eles.

... "sim!"

-É o rapaz da SOS! Da impressora! Que foi quarta-feira ae no laboratorio arrumar o problema dos cartuchos! (explique bem para não ouvir em seguida um ... "HEIN?!")

... "sim, lembro!"

-To ligando pra saber se posso passar ae hoje pra pegar a impressora. Posso ou você vai usá-la?!

... "sim, sim. Pode!"

-Que horas? Você me liga conforme a gente havia combinado?!

..."sim! Ligo sim!"

-Tão tá Aííída. To no aguardo de você me telefonar.

..."tá! Já eu ligo pra vocêêê ..."

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Expertise vegetal

Pesquisadores dos Estados Unidos e do Equador desvendaram mais um pedaço do vasto enigma da origem da biodiversidade na floresta amazônica. Depois de estudar características e posições relativas de 150 mil árvores numa área equivalente a 25 campos de futebol, concluíram que a alta diversidade -1.100 espécies presentes- não é um mero fruto do acaso, mas sim da necessidade.
O estudo de Nathan Kraft, Renato Valencia e David Ackerly (que ainda estudante fez pesquisa de campo em Mato Grosso, nos anos 1980) está na última edição do periódico "Science". Eles trabalharam com um banco de dados de todas as árvores com mais de 1 cm de diâmetro num campo experimental da Floresta Yasuní, no leste do Equador. (...)
Essa grande variedade tropical sempre intrigou especialistas. Há duas explicações concorrentes para o fato. A mais popular diz que cada árvore se encontra onde está porque todas são muito competentes em explorar pequenas variações nas condições do meio, o chamado nicho ecológico.
"Uma visão clássica em ecologia é que as espécies se especializam em "ganhar a vida" de diferentes modos numa comunidade", explica Kraft. "Essas estratégias especializadas -por vezes chamadas de "nicho" da espécie- promovem a coexistência por reduzir a competição entre espécies."
Na outra ponta está a explicação com base em processos "neutros", de um ponto de vista ecológico. Por exemplo, fatores aleatórios envolvidos na dinâmica demográfica das populações de árvores.
As variações de umidade, tipo de solo ou topografia não seriam suficientes para uma comunidade particular de espécies estabelecer-se em determinada área da floresta, segundo essa visão. Sua composição seria mais fruto do acaso na sobrevivência e na dispersão das plantas. Cada lugar poderia ser ocupado por árvores de qualquer espécie.
Kraft, Valencia e Ackerly alimentaram o banco de dados com medidas de várias características associadas com a estratégia ecológica das árvores, de área de folhas a peso de sementes e altura do tronco. Depois, analisaram as semelhanças e diferenças entre os conjuntos de características encontrados em quadrados de 20 metros por 20 metros.
A seguir, compararam essa dispersão geográfica de peculiaridades com uma floresta ideal gerada por computador, segundo o princípio da distribuição aleatória. As análises estatísticas, afirma Kraft, forneceram "evidências que apóiam a visão baseada em nichos numa das florestas tropicais mais diversas do planeta". (...)

140 mil anos de solidão






A escrava Anastacia (Foto: Reprodução/"Negras imagens"/Edusp)
Chegou à praça um livrinho precioso, "Humanidade Sem Raças?" (Publifolha, 69 págs. R$ 12,90), do geneticista Sérgio D.J. Pena. Aviso logo que tive alguma participação no contato entre autor e editor, minúscula. Não desaconselha o elogio, que vem aqui acompanhado de uma apreciação crítica. (...)
O cerne do argumento está na constatação, lançada pelo americano Richard Lewontin, de que há mais diversidade genética no interior de populações humanas geograficamente delimitadas, como os africanos, do que na comparação entre populações. (...)
Raças não constituem, portanto, os tipos homogêneos que inspiravam as teorias racistas "científicas" dos séculos 19 e 20. Mesmo a substituição de "raça" por "população", na segunda metade do século passado, foi incapaz de desconstruir o suposto apoio científico para a contínua discriminação entre seres humanos.
Pena sugere uma saída radical: substituir a idéia de raça pela de indivíduos únicos, no sentido pleno da expressão latina "sui generis". Seria a única posição compatível com as constatações da moderna ciência genômica -a humanidade sem raças mencionada no título. "Uma grande família."
A ciência natural pode e deve contribuir para problematizar as noções correntes, forçando sua revisão e adaptação. Mas ela não consegue por si só desfazer, com os fatos iluminados por seu facho direcional, aquilo que viceja na selva escura das interpretações e dos valores. (...)
Imagine o leitor que a genômica venha a identificar uma correlação de certos genes com aptidões e comportamentos (in)desejáveis. E que seja possível demonstrar que eles ocorrem com freqüência maior em populações identificadas como "negras" ou "brancas". Não faltará quem conclua que esta ou aquela é "superior". (...)

... do porque!

Este blog tem a comedida intensão de se expor fazendo uma, sempre que possível, síntese de todas as melhores e mais interessantes "navegadas" que costumo fazer diariamente!

... comecemos!